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COMUNIDADE PORTUGUESA

TERÇA FEIRA 19 DE NOVEMBRO DE 2019  

Noite de Fado na Casa dos Açores do Ontário

Texto de Avelino Teixeira

Espetáculo organizado por Mathew Correia para angariar fundos para o Grupo Folclórico Pérolas Do Atlântico da Casa do Açores Do Ontário, de cujo é Diretor para ajudar na sua possível deslocação em 2012 à Ilha de S. Miguel e Ilha Terceira por altura das festas da Praia da Vitória a convite do Presidente daquela Edilidade.

O Grupo Folclórico Pérolas Do Atlântico foi formado em 2011. É composto por 40 elementos com idades compreendidas entre os 8 e 78 anos de idade.

O evento teve a participação das fadistas Clara Santos e Elizabeth Gouveia a qual no final convidou ao marido, Tony Gouveia, para cantar uma desgarrada com ela. O acompanhamento musical era de Hernani Raposo na Guitarra e Pedro Joel no Violão.

O espetáculo com som de Hernani Raposo foi apresentado por Mathew Correia que não só aludiu ao historial do Fado como também fez questão de apresentar os seus colegas que fazem parte da gerência do referido grupo: Jenifer de Oliveira Vice Presidente, Bianca Monteiro Secretária, Madalena Garcia Relações Públicas e Chris Freitas Ensaiador.

Na segunda parte do espetáculo chamou-me ao palco para que eu introduzisse o convidado especial da noite Fábio Ourique natural de S. Mateus da Calheta Ilha Terceira. Conheci-o em 2010 quando com minha esposa Carolina Maria visitávamos a nossa ilha e assistimos a uma festa de homenagem aos indivíduos, daquela freguesia, que se dedicam às cantigas.

Também fui incluído e acabei por cantar algumas cantigas no Porto de S. Mateus. Infelizmente foi uma má experiência pelo facto do palco estar muito afastado da audiência. Senti que me tinham abandonado. Nessa altura o Fábio Ourique tinha 18 anos de idade. Creio que cantou apenas dois fados o suficiente para me deixar depreender e deduzir que a sua postura, voz potente e melódica o levaria longe no patamar artístico. Mais tarde vim a saber que ele tinha cantado pela primeira vez em 2008 na Freguesia da Fonte do Bastardo acompanhado pelo seu tio-avô Tio Esconena e seu primo Tiago Lima.

O Tio Esconena também me acompanhou numa noite de fados no Cantinho Do Fado que em tempos existiu no caminho do meio à entrada da Freguesia de S. Bartolomeu propriedade da Maria dos Anjos também Fadista natural de S. Mateus.

Fábio Ourique tinha 13 anos quando começou a envolver-se nas danças carnavalescas não só como dançarino mas também como autor de algumas cantigas e enredos. Também participou no folclore terceirense mas por falta de tempo essa atividade foi posta de lado.

Depois de se ter iniciado no Fado foi convidado para participar numa cantoria ao lado do Retornado. Este por ser rude e mal educado quase destruiu o início da carreia do Fábio Ourique como improvisador.

Fábio Ourique também foi Vocalista da Banda Filarmónica da Freguesia da Serreta, e cantou acompanhado da orquestra ligeira da freguesia dos Biscoitos.

Em 2015 gravou um trabalho discográfico intitulado “Mar”. Este ano, a 28 de dezembro, apresenta o seu segundo CD chamado “Taberna/ Fábio Ourique/ Tiago Lima”. Um disco constituído quase na totalidade por cantigas originais algumas da sua autoria e outras de amigos seus para fados tradicionais inclusivamente um tributo a Angra do Heroismo. Na minha opinião está excelente.
Eu tive a felicidade de em primeira mão através da internet escutar o referido trabalho. Confesso que fiquei deslumbrado com a marcante evolução do Fábio Ourique: poder interpretativo, impressionante certeza na colocação de voz, Silabação e Vibrato suave e dócil que involuntariamente que nos transporta à sonoridade do António Zambuja e Camané.

O Fábio é tímido, modesto, sincero, honesto e de um trato fino que nos contagia e nos obriga a gostar dele. Foram essas qualidades que na sexta feira 15 de novembro, na Casa dos Açores do Ontário, mais uma vez ele deixou transparecer. Que Deus o ilumine e faça da sua carreia de Fadista e Improvisador um indiscutível sucesso não só para seu próprio prestígio mas também para o de todos os portugueses nomeadamente nascidos no Arquipélago Açoriano.

Ao Grupo Folclórico Pérolas Do Atlântico o afinco pela nossa música tradicional para que as camadas jovens possam dar continuidade à Cultura Regional.

À Casa Dos Açores Do Ontário a força, a criatividade e ponderação para que um dia possa unir todos os açorianos debaixo de mesmo teto.

 

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