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POR TERRAS DA NORUEGA

TERÇA FEIRA 21 DE MAIO DE 20019  

POR TERRAS DA NORUEGA

Por Liduíno Borba

Cheguei á capital da Noruega – Oslo – no dia 11 de maio de 2019, sábado, por volta do meio-dia. Ainda no avião na nossa TAP, depois de muitas nuvens, semelhante aos Açores, comecei por ver muitas zonas verdes e arborizadas. O tempo também estava parecido com o das nossas ilhas – chuvoso –, mas um pouco mais frio, na casa dos dez graus centígrados.
As formalidades foram práticas e rápidas, apenas a amostragem do Cartão de Cidadão e já estava “dentro” do país. Mas antes, no corredor entre o avião e o controlo, estava lá uma senhora com a “cadela antidroga” não fosse algum “espertinho” pensar em fazer negócio por estas bandas.

A bagagem chegou connosco ao pé da passadeira como que demonstrando que aqui tudo funciona bem. Cá fora, esperava-me o simpático casal anfitrião, Eduardo Borba da Silva e Kristin Stang Meloe. Eduardo fez questão de desfraldar a Bandeira dos Açores e a Kristin tirou-nos uma fotografia para a posteridade. É um momento único, a minha primeira viagem à Noruega.

A viagem deste aeroporto de média dimensão até a casa não demorou meia hora.

Como tem sido hábito pelas terras onde tenho passado, fui muito bem recebido e tratado. Esperava-me um belo compartimento autónomo da casa para me acomodar e trabalhar.

A finalidade da minha visita a este país é de fazer o levantamento documental e oral para o livro biográfico “Augusto Gomes – O Homem e a Ilha”, a ser lançado em 2021, aquando das comemorações do centenário do nascimento do escritor, em 6 de maio.

Eduardo José Borba da Silva, aqui a residir desde os anos setenta do século passado, é o filho mais velho do referido escritor e investigador terceirense, autor de vários livros, com edições reeditadas, como “Filósofos da Rua”, “A Alma da Nossa Gente”, “Cozinha Tradicional da Ilha Terceira” e outros. Tudo corre normalmente e a bom ritmo.

Hoje, 17 de maio, é dia da Noruega, feriado nacional, quase tudo pára para a celebração com “popularidade e circunstância”. Saímos de casa por volta do meio-dia e apanhamos o metro, numa estação chamada Holstein, até ao centro da cidade de Oslo.

Pelo caminho encontramos o patriotismo desta gente nas bandeiras hasteadas nas casas, nos carros, nas mãos de novos e velhos, e em símbolos nacionais por todos os lados e de várias formas: num no laço do cabelo; na trela de um cão; numa gravata, até num monóculo; etc., mas sempre na lapela.
Os trajes regionais, muito bonitos, são exibidos de várias formas e feitios.,br> Muita cor, muita vida.
Os desfiles são feitos em quase todas a cidades e municípios do país, e ainda pelos países onde há comunidades emigradas e são vários.
Em Oslo, o centro da cidade encheu-se de gente e o desfile percorreu a rua principal, passando pelo Parlamento, que tinha a sua Presidente na varanda a saudar os marchantes, até ao Palácio do Rei que recebeu e retribui cumprimentos. Sim o Rei porque a Noruega é uma monarquia constitucional, mas sem nobres, de acordo com a constituição.

Neste desfile, a participação popular de escolas e associações supera tudo quanto se possa imaginar. Não é um desfile de políticos e militares com o povo a assistir. A participação e pouquíssimas forças militares têm apenas a ver com algumas escolas onde se dá a sua formação.

Regressamos pelas três da tarde mas a festa continuou em diversos pontos da cidade, com coros, desfiles de regresso, etc. É um dia muito participado e vivido pelos noruegueses. Até a comida é própria para o dia: salmão acompanhado de pepino e natas azedas e batatas da terra.

Gostei, senti-me bem entre esta gente que parece não cultivar a desconfiança,provavelmente com alguma razao.

Obrigado Eduardo e Kristin

 

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