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CARNAVAL EM PLENO SUCESSO

SEXTA FEIRA 15 DE MARÇO DE 2019  

Texto e foto de Avelino Teixeira

Por iniciativa de Armindo Amarante e família, no sábado 2 de março assistiu-se pela vez primeira a uma maratona carnavalesca na Casa Das Beiras. O evento aconteceu graças ao bom entendimento e colaboração de Bernardino Nascimento presidente do executivo da referida prestigiosa associação.

A sala encheu-se de convivas, na sua maioria açorianos, que não esconderam o seu entusiasmo e apreço pelas cenas divertidas e bem concebidas que se sucediam no palco, pelo colorido das preciosas indumentárias e trajes de luzes dos atores, e pela extraordinária teatralização e criatividade musical.

O espetáculo era metodicamente conduzido pelo associativista, veterano e perito em matéria carnavalesca José da Silva que em primeiro lugar introduziu Armindo Amarante para as saudações da praxe tendo este por sua vez entregue lembranças de reconhecimento a Johnny Homem, Emanuel da Silva e José da Sila. Agradeceu depois o trabalho e colaboração de Teresa e António Ferreira, Rosa Salgado, Luísa Silva, Ana Leonardo Borges, Natal Ficher, Lídia e José de Sousa, José Borges, Emanuel e Sandra Silva, Mena Pimentel, António e Lúcia Ferreira, ao patrocinador do evento Golden Wheet, e finalmente a Bernardino Nascimento que por sua vez fez referência à iniciativa do organizador do evento, e à importância da tradição carnavalesca açoriana .

Depois era o Mestre de cerimónias quem municiosa e cuidadosamente comentava sobre os grupos que ia introduzindo simultaneamente encorajando-os a dar o seu melhor sem negar aquele franco sorriso que dizia “ser muito importante”. No final de cada atuação, ele reconhecia docilmente o esforço e a graça de cada ator com especial atenção para os mais jovens enquanto Bruno Amarante entregava as placas de agradecimento. Um esmerado trabalho que indubitavelmente enalteceu o espetáculo constituído na sua totalidade pelas seguintes intervenções; Dança de Pandeiro dos jovens e Bailinho dos amigos do Carnaval do Graciosa Community Centre, Dança de Pandeiro da Alta Sociedade constituído apenas por mulheres, Dança de Pandeiro da Irmandade do Espírito Santo do Imigrante, Bailinho dos Amigos das tradições terceirenses fundado pelo saudoso José Ramos, e Bailinho da Banda de Santo Cristo de Toronto inventado e coreografado por Jonathan Silva. Estes agrupamentos constituídos na sua totalidade por aproximadamente 300 figurantes representando assuntos que se debruçavam divertidamente sobre a saga e situação caricata da Sata (Azores Airlines), atividades de Zé Nandes (Só Forró), Jonny Homem (On weels), ganaderos locais, ao infeliz desaparecimento de alguns clubes e associações comunitárias, ao apego das mulheres ao bem vestir e às joias e bijuterias, e ao desmazelo dos homens e suas saídas à noite em grupo. Também não esqueceram de humoristicamente brincar com a falta de libido do homem que infelizmente é quem sempre “paga as favas”.

Os assuntos e rábulas eram da autoria de: Hélio Costa, Lisa da Silva, João Mendonça e João das calças de Toronto.

Das cantigas: Manny Ramos, Carla Branco, Délia Machado, José Esteves, Álamo Oliveira e Zé Nandes.

Das músicas: Manny Ramos, Andrew Oliveira, Paulo Pato, John Freitas, Frank Rego, Roberto Picanço e Andy Melo.

Os mestres com acentuada elegância alguns deles ainda crianças eram; Raul Picanço, Vitória Almeida, Alexa Sarmento, Armanda Carreiro, Marta Medeiros, Ronaldo Homem, Tyler Leal, Artur Freitas, Ellah Medeiros e Nikita Sarmento. Abrilhantação da Banda Filarmónica da Igreja de Santa Helena.

Para que o leitor/a fique como a noção do que transpareceu no palco, Carnaval na Casa Das Beiras foi de facto um espetáculo divertidíssimo muito especialmente quando o diálogo envolvia palavras tais como excremento humano, escapo de gases intestinais, urina, pénis de reduzido tamanho, e excesso de gordura no abdómen que por vezes encobre algo muito privado em ambos os sexos. Termos usados em demasia no Teatro de Rua mas por outras palavras. Como soi dizer-se “para quem é bom entendedor meia palavra basta”. E claro que, como era de esperar, instigavam intermináveis gargalhadas . O carnaval é mesmo assim… e nada se leva a mal… No entanto, julgo eu, às vezes a terminologia carnavalesca torna-se um pouco exagerada. Até para o ano!

 

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