Publicidade Venus Creations

 

 

Versão Original
(Abre numa nova janela)

English Version

Version Française

 

CRÓNICA DA ILHA

TERÇA FEIRA 03 DE ABRIL DE 2018  

O RONALDO

Deixa-mos Março para trás, e como diziam alguns antigos, os sábios da vida: -“ A calmaria de Março, queima a menina no passo”.

Isto porque o sol neste mês tem por hábito “queimar” quem pelo caminho anda a pé.

Ora vou confessar-vos que sou um seguidor de futebol, já não tanto como na adolescência, mas lá de vez enquanto lá nos juntamos, eu e uns amigos, para ver uns jogos. Vemos de todo o tipo de campeonatos, e até houve uma altura que até jogos da liga Australiana via.

Sempre fui grande fã do Cristiano Ronaldo. Quem nunca sentiu orgulho por ele, e pelo que é nosso. Quem nunca sentiu isso que atire a primeira pedra. Eu na minha tenra adolescência e ingenuidade também queria ser como ele. Pensava eu que o corte de cabelo como o dele ficava bonito, que se fizesse umas fintas a jogar futebol como ele seria uma estrela também a nível mundial. (Mas não foi bem assim!)

Mas, não é bem assim. Tudo o que vemos ali é fruto de um trabalho do próprio homem e família que ao longo dos anos têm-se inventado e crescido todos os dias de maneiras diferentes, adaptando-se assim como um camaleão ao seu habitat, neste caso às circunstâncias da vida. Desde de cedo perdeu o pai, e talvez se tenha tornado homem mais cedo do que muitos outros homens e rapazes da sua idade. Levando assim o nome do seu pai a todo o lado. Eu como muita miudagem, fervia a ver o homem jogar futebol e idolatrava-o por todo o lado. Dizia eu: - Melhor que o Cristiano Ronaldo não há. Ele é o maior.

Claro que este fervor todo havia sempre quem se risse com isso, como eu hoje em dia me riu. Mas o ponto alto deste fanatismo foi em 2004. Em Portugal realizava-se o Euro’2004 e a seleção Portuguesa chegou a final onde jogou com a Grécia. Perderam e eu chorei. Caíram-me as lagrimas ao ver aqueles jogadores desolados. Nesse mesmo ano, os meus pais estavam à espera do seu terceiro filho. O meu irmão mais novo, o Marco. Lembro-me de um desses dias ter dito ao meu pai e mãe, quando escolhiam um nome para o terceiro filho, se por acaso o nome do meu irmão podia ser Ronaldo. Os meus pais não aderiram a essa ideia. A minha sugestão não foi bem aceite. Mas o fanatismo era tanto…

Mas quem não queria ter um irmão como o Ronaldo? Uma pessoa de grande carisma e de alto nível. Eu gostava, mas também gosto do nosso Marquinho e muito. Não tem o dom do futebol, mas tem jeito para a música. Nós somos mais virados para a arte, o Ronaldo para o Desporto.

Ainda hoje acompanho a carreira do desportista CR7 e lembro-me desses pedaços da minha juventude pintada pelo fanatismo por ele que foram desaparecendo ao longo dos anos os rebentos de dor que tinha quando diziam que ele não era o melhor. Fica assim o exemplo de trabalho e de pessoa que demonstra ser o Capitão Ronaldo.

Texto de
Maurício Carlos de Jesus

 

Clique aqui para ler mais notícias

Contactos - Política de Privacidade - Termos de Utilização
© Venus Creations. Todos os Direitos Reservados.