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COMUNIDADE

SEXTA FEIRA 21 DE ABRIL DE 2107  

Noite fadista na Casa dos Açores do Ontário

A Canção Popular Portuguesa esteve bem vívida na Casa Açoriana de Toronto pelas vozes de Tony Gouveia, Clara Santos, Sandra Silva e Elizabete Gouveia com o acompanhamento de Hernani Raposo na Guitarra também cuidando do maravilhoso som, Pedro Joel na Viola e Sérgio Santos no Contabaixo.

Com alocução de Fátima Bento que sempre meticulosa e cuidadosamente alude aos eventos que conduz, foi primeiramente invocado o Espírito Santo Padroeiro da Anfitriã para abençoar o jantar cozinhado e servido pelos diretores sob olhar sempre atento de Suzanne Cunha que também esteve no palco saudando os convivas e agradecendo-lhes a presença . Ela dava asas à sua alegria involuntariamente parecendo uma fadista de rosa na fronte junto à orelha. Sem pretender fazer possíveis comparações, o seu semblante agradável e esqueleto franzino fazia lembrar a fadista Raquel Tavares!

Quando o jantar terminava, no palco artisticamente decorado e iluminado, surgia novamente a Mestre de Cerimónias para então aludir aos tempos primordiais do fado sua história e seu valor, e dar início ao certame fadista com Sandra Silva que sendo “filha de peixe sabe nadar”. Contudo, sendo agora esposa e mãe, não perdeu o timbre maravilhoso da sua voz. Como sempre, cantou os fados tradicionais que mais a comovem.

Depois era Clara Santos, com o seu olhar cigano e voz condicente a interpretar a tradicionalidade da Canção Portuguesa que “vive no seu peito desde que se conhece e a faz sentir mais mulher”. Fez questão de cantar um poema de José Mário Coelho dedicada à esposa que perdera muito antes de ele expirar pela última instância.

Agoa era Tony Gouveia que vinha ao palco para com o seu saber estar deliciar a audiência com o seu reportório do qual fazem parte cantigas que instigam a sua pretendida acorianidade pelo facto de estar casado com uma micaelense. Fica-lhe bem! Para valorizar ainda mais a sua participação, cantou à desgarrada com a sua Cara-Metade acto que depois se repetiu com ela própria ricamente vestida tal como as suas colegas, e cada vez mais intrometida (no bom sentido do uso da palavra) uma atitude que a torna mais Fadista e profissional. Ela disse “sinto-me em casa”, e indubitavelmente agiu como tal, pois deixou bem vincada a sua ascendência micaelense extraindo da audiência os pelouros merecidos.

A noite fadista chegava ao fim com todos os cúmplices em apoteose tocando e cantado o Fadinho Serano que servia para dar as boas noites a uma sala repleta de amantes da Canção Nacional Portuguesa que mais uma vez era tema na Casa dos Açores do Ontário. E digam lá se é verdade ou não que o Fado é de todos os portugueses sem ter em conta limitações geográficas!?

Texto e foto de
Avelino Teixeira
www.venuscreations.ca

 

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